domingo, 24 de fevereiro de 2013

Morte, denúncias e nada de fontes



Na edição de 20 de fevereiro o jornal Plantão Popular trouxe a seguinte notícia: “Denúncias apontam negligência e Morte nos hospitais de Parintins”. O primeiro ponto a ser notado na notícia é a ausência de documentação das fontes, ou seja, as informações são colocadas de forma arbitrária sem fontes reais, como na parte onde diz que: “Centenas de denuncias estouraram nas redes sociais”. Onde está a estatística que demonstra essas centenas e não milhares ou meia dúzia? Quem são essas centenas? O mesmo problema está nas seguintes colocações do jornalista: “A saída de médicos especialistas que atuam na cidade há mais de cinco anos” e “Os médicos se queixam que o prefeito Alexandre quer reduzir o salário deles”. Quem são esses médicos, onde estão dos dados sobre o tema ou mesmo a fala de tais médicos, mesmo que de forma anônima?
A notícia finaliza com uma informação também sem fonte, mas que se destaca pela falta de fundamento na escolha das estatísticas: “Até dezembro de 2004 a cidade de Parintins possuía menos de 10 médicos na secretaria municipal. Em dezembro de 2012 havia mais de 40 atuando em diversas áreas”. Esse conjunto de datas e outros números não trouxe a única informação de fato relevante. Quantos médicos trabalham em Parintins hoje? Esse dado sim, faria alguma diferença na notícia. Não ficou claro. Apesar de expor que a secretária de saúde abrirá uma sindicância para apurar os problemas ocorridos, há falta de informação e clareza quanto a esse processo. Primeiro que a notícia diz o seguinte: “O prefeito Alexandre da Carbrás (PSD) afirmou em programa de rádio institucional da prefeitura que vai mandar apurar todas as denúncias e se constado as informações 'vai punir os responsáveis'”. É preciso entender que no bojo dessas questões envolve-se um processo administrativo onde haverá pessoas ou órgãos competentes para tratar disso, sendo que o prefeito não pode simplesmente “punir os responsáveis”.
Havendo negligência médica e afins, quem compete investigar e ter instrumentos para isso é o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM). E por que a falta de estatísticas? Ironicamente na mesma página dessa notícia, mas localizada no canto direito inferior do jornal há uma pequena notícia com uma série de informações acerca da saúde no Brasil e nos Estados, bem como da quantidade de médicos por pessoas. As mesmas informações poderiam facilmente ser aproveitadas para podemos saber se Parintins está ou não dentro da média nacional.

Helder Mourão

4 comentários:

  1. você na teoria é o eistein, mas na prática será passado para trás logo logo. filinho de papai que dorme até meio dia e nem sequer madruga na redação. se coloque no lugar de quem tem experiência e te me no bolso.

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    1. Olha anônimo reclama de mim mas só com xingamentos não contribui em nada. Te desafio a fazer uma crítica decente mostrando sua "experiência". Te desafio a me por no bolso. Não sou nenhum Einstein, mas me esforço pra estudar. Não tenho mesmo experiência, mas essa fase logo-logo vai chegar.
      No mais, não troco meus estudos por qualquer experiência. Tempo de trabalho e madrugadas de redação não são o suficiente para um bom jornalismo, que afinal, tem muito pouco em Parintins.
      Pra terminar e mostrar que não tens argumento mesmo, termino dizendo que nem mesmo vai responder meu comentário.
      E a propósito. Pode por teu nome aqui, pois sabemos ele, idade, endereço e em que parte do curso de jornalismo tu parou.

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